Oxossi

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OXÓSSI

 

Oxóssi é o orixá da caça e da fartura, das florestas e das relações entre o reino animal e vegetal. É representado nas florestas caçando com seu arco e flecha.

 

Oxóssi é a expansão dos limites, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida.

 

Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte.

 

Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo “de fora”, a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além disso, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça.

 

Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.

 

Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Oxóssi para as mais diversas facetas da vida, pelas características de expansão e fartura desse orixá, os fiéis costumam solicitar o seu auxílio para solucionar problemas com a alimentação da tribo, o que costumeiramente cabe aos caçadores.

 

Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material.

 

O habitat de Oxóssi é a floresta, sendo simbolizado pela cor verde na Umbanda. Sendo assim, roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessa cor, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.

 

Seus instrumentos de culto são o Ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto “o caçador de uma flecha só”, pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo tamanha a precisão.

 

Come tudo quanto é caça e o dia a ele consagrado é quinta-feira.

 

Sincretismo religioso

 

Nas tradições da igreja católica, o orixá Oxóssi é sincretizado como “São Sebastião” homenageado em 20 de janeiro.

 

São Sebastião era um soldado que teria se alistado no exército romano por volta de 283 d.C. com a única intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas.

 

Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiliano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão e, por isso, o designaram capitão da sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana.

 

Por volta de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram símbolo constante na sua iconografia).

 

Foi dado como morto e atirado no rio, porém, São Sebastião não havia falecido. Encontrado e socorrido por Santa Irene, apresentou-se novamente diante de Diocleciano, que ordenou então que ele fosse espancado até a morte.

 

Seu corpo foi jogado no esgoto público de Roma. Santa Luciana resgatou seu corpo, limpou-o, e sepultou-o nas catacumbas.

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